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Junho, o mês sem dormir

Se eu pensava que quase não dormia nada este último mês por causa dos trabalhos da faculdade, então o mês de Junho é que não vou dormir de certeza. É o mês das decisões, o mês da entrega dos trabalhos, o mês do café, o mês das noitadas, o mês sem os fins de semana, o mês do tudo ou nada.

Trabalho e mais trabalho

Estou literalmente lixado com F maiúsculo. Para além de estar ocupado com o meu projecto final ainda tenho que trabalhar num sensor de ultrasons a comunicar com o PC para receber a informação da distância dos objectos. E depois para a cadeira de SEI (basicamente automação), trabalhar na melhor forma de enviar encomendas de paletes de leite (os grafcets vão ser tramados). Sem esquecer, simular um robô via Stage/Player para Sistemas Embebidos.

Quem me dera ter um comando como o do Adam Sandler no filme Click e avançar 4 meses 😐

Começo já amanhã a ir à noite para a faculdade. Domingo estou lá todo o dia. Wish me luck…

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Desilusão

Sinto-me deprimido, cansado e chateado. Por onde que ande vejo só trabalho e mais trabalho. Sou uma pessoa muito ocupada e que tem dificuldade em gerir o tempo da melhor maneira. Já tentei muitas possíveis soluções mas o caminho é sempre o mesmo, acabo por voltar às velhas rotinas, o que prejudica em muito algumas opções que tomo.

Desilusão

Para além de mentir-me a mim próprio, desiludo os meus colegas. Foi uma das coisas que tanto critiquei a um colega que tive no meu primeiro de faculdade e agora, vejo-me a mim, a fazer a mesma coisa no meu último ano de faculdade. Não o faço por mal e talvez seja por força de vontade que não me esforce para mudar isso mas, não sei.

Não sei o que estou a viver e a sentir. Talvez seja pelo facto de estar quase a entrar na vida activa e ver a minha vida a mudar ou então, simples mariquices minhas. Já à muito tempo que penso em consultar um psicólogo para ver o que poderá ser mas, dinheiro para tal coisa não existe e a timidez em falar abertamente com uma pessoa fazem-me voltar atrás. Para além disso, não tenho aquele ombro amigo onde podemos desabafar tudo sem receio de ser alvo de gozo. Tenho bons amigos confesso, mas melhor amigo não tenho e isso é uma coisa que alguém deveria ter sempre ter. Apoio-me na música apenas.

Não sei o que fazer…

Desilusão

Encontrei um texto publicado pela professora Rita Alonso, onde a 1ª parte explica o que estou a passar:

“Vamos pela vida intercalando épocas de entusiasmo com épocas de desilusão.
De vez em quando andamos inchados como velas e caminhamos velozes pelo mar do mundo; noutras ocasiões – mais frequentes do que as outras – estamos murchos como folhas que o tempo engelhou.

Temos períodos dourados, em que caminhamos sobre nuvens e tudo nos parece maravilhoso, e outros – tão cinzentos! – em que talvez nos apetecesse adormecer e ficar assim durante o tempo necessário para que tudo voltasse a ser belo.

Acontece-nos a todos e constitui, sem dúvida, um sinal de imaturidade. Somos ainda crianças em muitos aspectos.

A verdade é que não temos razões para nos deixarmos levar demasiado por entusiasmos, pois já devíamos ter aprendido que não podem ser duradouros. A vida é que é, e não pode ser mais do que isso. Desejamos muito uma coisa, pensamos que se a alcançarmos obtemos uma espécie de céu, batemo-nos por ela com todas as forças. Mas quando, finalmente, obtemos o que tanto desejávamos, passamos por duas fases desconcertantes.

A primeira é um medo terrível de perder o que conquistamos: porque conhecemos o que aconteceu anteriormente a outras pessoas em situações semelhantes à nossa; porque existe a morte, a doença, o roubo…

A segunda fase chega com o tempo e não costuma demorar muito: sucede que aquilo que obtivemos perde – lentamente ou de um dia para o outro – o encanto. Gastou-se o dourado, esboroou-se o algodão das nuvens. Aquilo já não nos proporciona um paraíso. E é nesse momento que chega a desilusão, com todo o seu cortejo de possíveis consequências desagradáveis: podem passar-nos pela cabeça coisas como mudarmos de profissão, mudarmos de clube, trocarmos de automóvel ou de casa, divorciarmo-nos…”

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Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

Indiana Jones Capa

Fui ontem à noite ao cinema ver a estreia de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal. Passei duas horas bastante agradáveis com amigos ao vermos as loucas aventuras de Harrison Ford no papel de Indy, professor catedrático em part-time e explorador como profissão.

Indiana Jones

Apesar dos seus 65 anos de idade, Harrison Ford mostra que ainda não perdeu o jeito de Indiana Jones e esbanja carisma em todas as suas cenas, além de fazer ele mesmo as suas próprias cenas de acção. Shia LaBeouf confirma-se como astro no papel de Mutt, mostrando principalmente o seu bom humor já comprovado em Transformers, no qual o cabelo, mesmo em situações de grave perigo, não pode estar dessaranjado. Cate Blanchett e John Hurt brilham nos seus respectivos papéis, e Karen Allen que voltou como Marion Ravenwood, a mulher que deu muito trabalho a Indy em “Os Caçadores da Arca Perdida”.

Indiana Jones

O filme alterna momentos tensos e momentos de muito bom humor (principalmente humor físico). Na história, os comunistas são liderados pela bela Irina Spalko (Cate Blanchett, numa atuação deliciosamente exagerada) estão à procura da lendária Caveira de Cristal de Akator, artefacto que pode trazer um misterioso poder àqueles que a possuírem. Indiana Jones sai em busca da caveira acompanhado pelo jovem “greaser” Mutt Williams, seguindo as pistas misteriosas do professor Harold Oxley que enlouqueceu e depois desapareceu. Enquanto os 3 filmes anteriores eram homenagens às séries de aventura dos anos 30, este novo Indiana Jones traz muita influência da sci-fi dos anos 50 (o filme occore em 1957). Não faltam na trama, referências ao famoso caso Roswell (onde teriam sido vistos discos voadores) e à Area 51 (cenário do início do filme), e várias especulações sobre extra-terrestres.

Indiana Jones

Algumas poucas coisas não gostei, aliás quase nada. Alguns efeitos especiais pareciam que podiam ser feitos de uma melhor forma e o melhor momento do filme não é o final, onde andei um bocado à nora. Mas não atrapalhou a diversão e o entusiasmo do início ao fim. Temos os vilões ‘caricatos‘, temos os milhares de tiros que nunca acertam os protagonistas, temos óptimas doses de humor, mistério, elementos sobrenaturais, histórias e fantasias, ou seja, tudo, absolutamente tudo que sempre tivemos nos filmes de Indiana Jones.

Indiana Jones

Ainda que as críticas que vi não sejam muito favoráveis ao filme, muito devido à história em si – o qual foi o motivo de discórdia entre Steven Spielberg, Harrison Ford e George Lucas, não há como negar que É Indiana Jones. Mesmo que o tesouro da vez não seja uma Arca da Aliança (curta aparição no filme) ou as Pedras Sankara ou ainda o Cálice Sagrado ele está de volta, 20 anos mais velho, mas com um espírito e uma vontade fantásticas. Portanto meus amigos deixem as críticas e as dúvidas de lado e corram para o cinema afinal É INDIANA JONES! 😀

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Ubuntu Live 2008 cancelado

Foi cancelado, assim do nada, o Ubuntu Live 2008 que ia se realizar nos dias 21 e 22 de Julho, um evento onde a Canonical procura reunir especialistas para falar sobre a distribuição Ubuntu.

O pessoal que ia falar, foi silenciosamente notificada do cancelamento e mesmo o site do evento foi actualizado no próprio dia.

Ubuntu Live 2008

O evento, ia-se realizar juntamente com a OSCON, Convenção O’Reilly de Open Source (21 a 25 de Julho no mesmo local), mas a Canonical revelou apenas que ia incluir pequenas informações sobre o Ubuntu na convenção a realizar-se em Portland, EUA.

O Ubuntu Live 2007 contou com a presença de 750 desenvolvedores, especialistas TI e hackers. Não se sabia quantos é que atenderiam ao evento deste ano.

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Ser Feliz

Fernando Pessoa

“Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?

Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”

by Fernando Pessoa

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É frustrante não nos ouvirem

Tenho plena consciência que tenho dificuldade em argumentar as minhas opiniões. Não consigo explicar bem as coisas mas, após algum tempo a tentar, consigo passar a ideia.

O que me irrita profundamente é quando essas ideias não são suficientes para as pessoas que teimam em complicar coisas que são simples demais. De que adianta ter uma expressão destas:

Equação

Quando sabemos que a expressão é “1 + 1 = 2” ?

De que adianta estar a fazer um projecto em grupo quando as nossas opiniões não são aceites e mesmo antes de falar sequer, já estão a dizer que não adianta? De todas as minhas justificações as únicas que foram aceites foram aquelas em que davam que pensar, o famoso brainstorming, agora quando se fala de coisas óbvias é para esquecer.

É por isso que sempre preferi fazer projectos sozinho. Ninguém me chateia e se errar, a culpa é exclusivamente minha. Posso andar a pedir opiniões aqui ou ali, mas o trabalho é meu. Agora perco uma tarde inteira, num dia de feriado, a discutir um projecto com colegas e sou relegado para o meu cantinho?

A sorte deles é que sou pessoa de não zaiar por aí e fazer coisas embaraçosas no meio da faculdade. Ai se não fosse isso. Enfim, vamos a ver quem tem razão… 😡