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Palavras a reter

Isto pode parecer paleio de vendedor, mas que há textos que parecem que foram tirados de um livro de motivação ou de lição de vida há:

Hoje, aqui, ou em qualquer momento das vossas vidas, acreditem sempre no valor inestimável do trabalho árduo, no estudo, no conhecimento, na consistência do saber que se procura incessantemente. Fundamentem, estruturem – sempre – as vossas decisões no conhecimento, numa avaliação real das perspectivas, procurem, investiguem, pesquisem, raciocinem, com método. Não se confinem ao que vos dão, ao que vos vendem. Duvidem. Questionem. Reflictam.

Só uma vontade consubstanciada no conhecimento, na informação séria e rigorosa, só uma vontade perfeitamente esclarecida é verdadeiramente livre, consciente e responsável. Qualquer um de vós deve ter a informação necessária para poder escolher, ou seja, estar devidamente informado. Hoje, o direito à informação é um dos direitos, liberdades e garantias salvaguardado no enquadramento jurídico nacional.

Só assim, poderão defender – verdadeira e conscientemente – uma causa, uma bandeira. E um dia, daqui a muito tempo, constatarão que os dias mais belos das vossas vidas foram aqueles em que lutaram por aquilo em que – verdadeira e conscientemente – acreditavam.

Isto foi dito por um tal João Pedro Varandas, adepto do Sporting. De referir que não concordo com o resto que ele diz já que está a apoiar um candidato em quem não vou votar. 😉

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Porreiro pa!

Hoje foi um marco na vida política nacional. Quando forem “abertas” as verdadeiras contas do Estado, sem as mentiras de T. dos Santos (com o TGV, parcerias público privadas, BPN, etc.), vamos ver como Sócrates ARRASOU o Estado.

Podem até achar que as alternativas não são lá muito boas, mas qualquer um que tenha um mínimo de inteligencia, não pode defender um Governo que FALIU o PAÍS e comprometeu os próximos 20 ANOS!

E como estou hoje numa de citar Eça de Queiroz:

“… É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e por corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?” (Eça de Queiroz, 1867 in “O distrito de Évora”)

A única crítica é a gargalhada! Nós bem o sabemos: a gargalhada nem é um raciocínio, nem um sentimento; não cria nada, destrói tudo, não responde por coisa alguma. E no entanto é o único comentário do mundo político em Portugal. Um Governo decreta? gargalhada. Reprime? gargalhada. Cai? gargalhada. E sempre esta política, liberal ou opressiva, terá em redor dela, sobre ela, envolvendo-a como a palpitação de asas de uma ave monstruosa, sempre, perpetuamente, vibrante, e cruel – a gargalhada! Política querida, sê o que quiseres, toma todas as atitudes, pensa, ensina, discute, oprime – nós riremos. A tua atmosfera é de chalaça.” (Eça de Queiroz, 1890, in ‘Uma Campanha Alegre’)

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A meio caminho

A minha luta contra o peso nos últimos dois anos tem sido sempre de altos e baixos. Depois de um início em que efectivamente consegui perder algum (6 quilos num mês) e depois “às pinguinhas” durante vários meses, a verdade é que cheguei a um ponto em que parece que o corpo estagnou (110 kg).

Ora estagnar nem é mau. Mais quilo, menos quilo a verdade é que apesar do ainda notado excesso de peso, em retrospectiva, já perdi 15 kg do máximo que alguma vez pesei. Devia estar orgulhoso disso mas não estou, pois tenho este peso à praticamente um ano estando ainda longe do objectivo mínimo de 95 kg.

Luta contra o peso

Porque é que ainda não consegui chegar lá? Tenho feito exercício pelo menos 3 vezes por semana e os hábitos alimentares, comparados com o que eram, são muito diferentes. Posso inventar mil e uma razões desculpas e dizer que quero realmente mudar, mas faz sentido eu dizer que quero apesar de não o sentir? Parece que não tenho consciência da utilidade do esforço da mudança e, quão Ricardo Reis, aceitei o destino que me foi talhado vivendo o dia-a-dia consciente disso.

Parece que não tenho a motivação mental para conseguir peso. E isso, afecta claramente o meu modo de estar: desanimado, desmotivado e com tendências emo (mas sem querer cortar os pulsos obviamente). Posso tentar disfarçar estas emoções colocando um escudo de uma pessoa alegre e bem-disposta por fora, tentando novas aventuras em áreas onde nunca me veria mas, internamente sinto-me sozinho e isolado.

Sempre fui um realista e um pessimista por natureza. Talvez se passar a encarar as situações de uma forma mais optimista e de mente mais aberta, como já-me foi indirectamente sugerido, possa ver mudanças.