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Amor à camisola

Todas as sextas-feiras à noite, e agora também sábados ao final da tarde, junto-me com uns amigos e vamos jogar à bola.

A minha posição é a de guarda-redes, muitas vezes considerada ingrata. Todas as vezes que vou jogar tento dar sempre o meu máximo para evitar a entrada de golos. Há uns que entram quando não tenho hipóteses e outros que se podem chamar por vezes os conhecidos “frangos” – embora seja raro que isso me aconteça. Ontem fui um autêntico leão dentro do campo e fazia daquelas defesas impossíveis (a inspiração estava em alta), ao contrário dos meus colegas de equipa que cada vez que chegavam à baliza, rematavam para fora, para os postes ou então para a defesa do guarda-redes adversário. O problema estava em não descerem e deixarem a defesa completamente aberta. O meu ponto forte é o 2-1 onde normalmente ganho vantagem, mas quando é 3-1 é um autêntico banho de bola que levo.

Amor à camisola

Ao menos sei que dei o máximo de mim, e mesmo que tenha perdido todos os jogos, sei que sou o menos culpado por isso ter acontecido. Porque eu, ao contrário da minha equipa, suei, lutei e mostrei alma durante as partidas. Mostrei atitude, que é aquilo que o Sporting e o Benfica, não têm demonstrado ao longo desta época no campeonato (salvo raras excepções).

Eu tive amor à camisola, aquilo que penso que seja mais importante demonstrar em campo do que as restantes. Mostrar que demos o tudo por tudo para ganhar os jogos. Era tão bom que fosse assim sempre. João Moutinho e Rui Costa são perfeitos exemplos daquilo que falo.

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