March 15

A meio caminho

A minha luta contra o peso nos últimos dois anos tem sido sempre de altos e baixos. Depois de um início em que efectivamente consegui perder algum (6 quilos num mês) e depois “às pinguinhas” durante vários meses, a verdade é que cheguei a um ponto em que parece que o corpo estagnou (110 kg).

Ora estagnar nem é mau. Mais quilo, menos quilo a verdade é que apesar do ainda notado excesso de peso, em retrospectiva, já perdi 15 kg do máximo que alguma vez pesei. Devia estar orgulhoso disso mas não estou, pois tenho este peso à praticamente um ano estando ainda longe do objectivo mínimo de 95 kg.

Luta contra o peso

Porque é que ainda não consegui chegar lá? Tenho feito exercício pelo menos 3 vezes por semana e os hábitos alimentares, comparados com o que eram, são muito diferentes. Posso inventar mil e uma razões desculpas e dizer que quero realmente mudar, mas faz sentido eu dizer que quero apesar de não o sentir? Parece que não tenho consciência da utilidade do esforço da mudança e, quão Ricardo Reis, aceitei o destino que me foi talhado vivendo o dia-a-dia consciente disso.

Parece que não tenho a motivação mental para conseguir peso. E isso, afecta claramente o meu modo de estar: desanimado, desmotivado e com tendências emo (mas sem querer cortar os pulsos obviamente). Posso tentar disfarçar estas emoções colocando um escudo de uma pessoa alegre e bem-disposta por fora, tentando novas aventuras em áreas onde nunca me veria mas, internamente sinto-me sozinho e isolado.

Sempre fui um realista e um pessimista por natureza. Talvez se passar a encarar as situações de uma forma mais optimista e de mente mais aberta, como já-me foi indirectamente sugerido, possa ver mudanças.

February 4

E que tal escrever menos ha?

Escrever muito

Start: 00:13

Se há coisa que eu gosto de fazer é de escrever muito e principalmente escrever bem. O problema é que nem sempre este é uma boa prática. Para escrever bem é preciso tempo para pensar e traduzir aquilo que vai no momento pela cabeça e, para além disso, ter em conta a ortografia e a gramática correcta. Pessoalmente, tenho a “tara” de perder muito tempo em criar/alterar um parágrafo. Isto provoca uma enorme desorganização porque depois não se tem tempo para fazer outras coisas.

Chamem-me perfeccionista ou o que quiserem mas sou daqueles que acredita que “tem estar tudo por escrito” e bem. Não só porque se consegue contextualizar toda a informação em vez de inventar por outras palavras, como procurar reunir os factos num único lugar e não ser apanhado de surpresa quando questionado sobre o assunto. Claro, não nos podemos esquecer que a informação pode ser novamente precisa no futuro e para isso, garantir que a informação está bem documentada.

Confrontado com este assunto, tenho que ver se passo a sintetizar mais os meus textos e a ser menos picuinhas. Neste momento, não tenho tempo – e principalmente paciência – para escrever textos longos.

End: 0:54

EDIT: Não se pode perder tantos minutos a escrever 3 parágrafos!!!

January 18

Semana decisiva

Tenho andado muito pensativo ultimamente. E quando assim é, tudo o que oiço, vejo ou toco encontro um padrão, uma razão de ser ou lógica… por vezes até onde não existe. É triste ter que admitir não saber que rumo tomar, o que se deve fazer ou até mesmo o quê desta vida.

Numa semana após umas mini-férias onde pude esfriar a cabeça e ter tempo para mim chegou a “semana decisiva” que já tenho ansiado à meses e que vai ditar muita coisa de hoje em diante. Embora haja ainda muitas indecisões espero ter tomado a decisão certa. No final da semana veremos.

UPDATE: Correu melhor do que eu pensava e já saiu o peso enorme nas costas que tinha. Agora é fazer o planeado :)

September 16

Alone

Alone

I feel alone.
Separated from others.
Suffering from a broken life.
I cry.

I have friends.
They care for me.
But their too busy with their own lives.
Am I selfish?

I stand in the bridge not caring.
I watch my life pass by in blurs.
Turning my head just looking around.
I bleed.

I try to get noticed.
I scream at the top of my lungs.
No one notices.
I fall.

My life keeps on going.
But I don’t.
I walk like on autopilot.
I’m non-existent.

Img credit: ~buaiansayapanomali
March 22

Sharing some thoughts

For those who have read this blog since it began already 2 years ago, may noticed that my writing has been fewer and less, well… interesting. The truth is, I’m not feeling very much motivated to type anything. With my Facebook and Twitter accounts I just don’t feel the need to share my thoughts here even if I have the time to blog about something.

This last weeks I’ve been thinking a lot about things (my websites included) and I see that’s the only thing I’m capable of: thinking and doing nothing about it. This makes me a little depressed and between crossroads. I feel that everything I learn, do and live is not useful for others. I want to share my knowledge with everyone, I want to show that I have a purpose in life and not just live it waiting for the time I leave this World.

My intention in starting this blog was for the most part to write about my interests and my thoughts. However, 2 years have passed and it turned out to be nothing more as a simple blog where occasionally shows up some cool subjects. Why do I blog? Is it for self promotion? Sure. But I blog because I like to write and I like to write about things that interest me and share them with you guys (look at me repeating myself again and again).

In the beginning of 2010, I promised myself that I would be more social and go out more often spending less time in front of a computer. I’m happy with this and I’m glad to see, 3 months later, that I truly have good friends that don’t mock me about the way I am and how I live. However, I’m a lonely person. Always was and always will be. It’s in my nature.

There was a famous singer named António Variações that sang: “Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje” (“Don’t leave for tomorrow what can be done today”) – original version was done by the great Amália Rodrigues. This song shows exactly what I’ve been doing. All though it’s common sense to everyone these words I feel this way over and over and over again. I know I must change my way of thinking but it’s what I’ve been doing for the last 15 years(!). I feel I need some guidance but to whom should I ask? My parents? My family? My friends? A specialist? No one? Perhaps the last option is the best for me. I’m usually the type of guy that doesn’t like to share my inner feelings with someone (once again, it’s in my nature).

Oh well, apparently this blog post is a little big that I hoped for. I think it’s time to end. I’ll just leave one more thing: I promise to write here more often and if you haven’t notice it yet, I’m going to start and write my posts in English. Why am I doing this? Because I felt like it :)

November 13

Sem tempo para nada

Quando andava na faculdade, ainda sem ter iniciado a minha carreira profissional, tive o prazer de ter colegas que eram trabalhadores-estudantes. Muitos deles, não terminaram o curso porque simplesmente era impossível conseguir conjugar três coisas: trabalho, estudos e família. Eu, tendo apenas os estudos para me entreter lá acabei o curso e após ter iniciado a carreira profissional entendo agora o que eles queriam dizer com falta de tempo.

Uma pessoa tem andado tão atarefada que tem pouco de tempo de lazer para gozar. Ganhei ainda mais respeito para estas pessoas que ainda têm conjugar a família pelo meio.

Tanta coisa para fazer e sem tempo para fazer algum. Mesmo que uma pessoa tente organizar a sua agenda, surgem sempre imprevistos que não estávamos à espera.