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Por onde tenho andado?

Ocupado com entrevistas! Bem me avisaram que era a partir de Fevereiro que iria começar a surgir propostas de trabalho. Pelo menos é o que tenho feito nos últimos tempos. Já fui a várias entrevistas, algumas delas fora da minha área de curso (pessoal, eu não sou um gajo de Informática! Não sou programador e não estou interessado em trabalhar nessa área). As competências de programação que adquiri na faculdade são mais na base de análise de sistemas e das suas funcionalidades do que o teor técnico em si. Afinal, sei que não tenho uma cabeça nata da programação e vejo esse mundo até com bastante medo até.

Eu por exemplo, tenho dificuldade para criar uma solução (algoritmo) para resolver um determinado problema no que toca a programação de computadores. Fico a pensar bastante para resolver problemas básicos a nivel de faculdade. Enquanto isso, outras pessoas da mesma área pensam menos e conseguem resolver os problemas e desenvolver os seus algoritmos muito mais rapidamente. Qual será a razão disto? Dom? Ou conhecer bem a linguagem com que estamos a programar? Provavelmente será mais a segunda opção. Quem tem o dom nasceu com ela e tomou-lhe o gosto não tendo medo de errar e tentar de novo. No que toca a segunda situação, é possível talvez ultrapassar alguém que tenha nascido com esse dom através do estudo da linguagem. Estudar chateia é verdade, mas não estaríamos aqui com esta tecnologia fantástica só por existirem pessoas que tinham o dom de melhorar as coisas.

Fases de programador

Uma das minhas citações favoritas é: “Tudo é possível. O impossível apenas leva mais tempo.” Ora eu acredito que com muito esforço e dedicação me tornarei numa das melhores pessoas da empresa, caso esteja a trabalhar para essa empresa. Ficar encostado sem fazer nada, só prova que estamos ali interessados no dinheiro e não pela experiência que esse trabalho poderá vir a dar.

Felizmente, encontro-me em vias de ser contratado por uma empresa que deseja apostar em mim e no qual procurarei não desiludir. Embora seja uma programação ligeira, comprei 2 livros sobre o trabalho que farei para poder aprofundar ainda mais os meus conhecimentos visto que apenas possuo os conhecimentos básicos de programação. Sou adepto do livro e não da maior enciclopédia virtual do planeta. E acredito, que mais tarde ou mais cedo, ultrapassarei essa pessoa dotada. 🙂

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[Repost] Elogio ao Amor

Há 2 dias atrás estive a mexer no meu domínio a tratar de outros assuntos. Entretanto, não sei como, acabei por ter a base de dados do Tugatrónica aqui ao invés do meu. Ainda estou para saber como raio é que isso aconteceu mas já lá consegui resolver o problema graças ao darkhipno, um dos escravos do Webtuga. A solução foi utilizar um backup que tínhamos de 3 de Janeiro de forma a restaurar a minha base de dados original. No meio do processo, todos os artigos escritos pós 3 de Janeiro despareceram. Felizmente apenas tinha escrito um (Só um??? Tenho que escrever mais) outro artigo depois desta data. Graças à minha RSS Feed, pude recuperar esse artigo e republico-o aqui novamente. Peço desculpas para quem já tinha lido o Elogio ao Amor mas para manter tudo em ordem cá volto a pôr o post.

Elogio ao Amor

O membro sp3c colocou um tópico no Fórum Webtuga um artigo escrito por Miguel Sousa Tavares para o Expresso e que melhor descreve a situação do significado de amor nos dias de hoje. Subscrevo completamente aquilo que o escritor diz e partilho através deste blog os seus pensamentos à malta:

Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.

O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para se perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.

O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.”

Por Miguel Esteves Cardoso

#1 – Um estado de espírito, uma música

Como ultimamente tenho andado deprimido, cansado, esgotado e pensativo, como é normal, viro para a música para encontrar aquele apoio psicológico. O meu estado de alma neste momento:

Sound the bugle now – play it just for me 
As the seasons change – remember how I used to be 
Now I can’t go on – I can’t even start 
I’ve got nothing left – just an empty heart

I’m a soldier – wounded so I must give up the fight 
There’s nothing more for me – lead me away… 
Or leave me lying here

Sound the bugle now – tell them I don’t care 
There’s not a road I know – that leads to anywhere 
Without a light, I fear that I will – stumble in the dark 
Lay right down – decide not to go on

Then from on high – somewhere in the distance 
There’s a voice that calls – remember who you are 
If you lose yourself – your courage soon will follow

So be strong tonight – remember who you are 
Ya you’re a soldier now – fighting in abattle 
To be free once more -Ya that’s worth fighting for.

Bryan Adams: Sound the Bugle

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Ser Feliz

Fernando Pessoa

“Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?

Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”

by Fernando Pessoa

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O segredo é a paciência

Paciência

Uma das grandes leis da blogosfera é ter paciência. Tenho visto muitas pessoas que criam um blog e esperam ser reconhecidos logo no momento e, ao fim de para aí 5 dias, acabam por ver que afinal ser blogger envolve muito mais que aquilo que pensavam e acabam por deixar os blogs literalmente às moscas.

No entanto, existem aqueles que acabam por gostar daquilo que estão a fazer e, apesar de não terem aquele feeling de postar obcecadamente, conseguem postar artigos de forma regular e acabam por algum tempo a ganhar reconhecimento por isso. Para esse reconhecimento, muito contribuem as RSS feeds e os agregadores de blogs que conseguem tornar o seu site mais visível aos mundo dos outros. Sem esquecer o nosso grande amigo Google, que através da optimização do blog para ser mais SEO friendly, consegue trazer resultados verdadeiramente surpreendentes, e outros serviços como o digg ou o domelhor.

Mas não é sobre formas de melhorar o nosso blog que quero falar, que já existem os suficientes que se dedicam a esses assuntos 24/7, vou apenas dar dois exemplos, a Tugatrónica e a TugaSport. Digo estes, porque são aqueles aos quais estou mais ligado.

Tugatrónica

No caso da Tugatrónica, com ano e meio de existência, tem batido recordes atrás de recordes. As visitas ao blog têm subido bastante desde o lançamento do novo tema (inícios de Março), houve um aumento de 43% de leitores de feeds, comparativamente ao ano passado e os comentários surgem com grande naturalidade. Em muito contribuiu, uma mudança de atitude desde Dezembro do ano passado onde passou a existir uma melhor organização entre a equipa e, na minha opinião, de artigos com melhor qualidade do que antes. Esperava que fosse melhor mas, respeito a vida deles e, citando Scolari, “temos que sonhar né?”.

TugaSport

Do lado oposto, temos o TugaSport que tem sido até à alguns dias atrás, um projecto inacabado destinado ao fracasso. A razão é simples, no momento actual, estou sem tempo para postar com a regularidade que gostava. Estou nos meus últimos meses (ainda não acredito) de faculdade e pouco tempo tenho para passar no computador para além de trabalhos e relatórios e projectos. Para além disso, a minha vida social também tem que ser levado em conta. Mas, lá convenci-me a mim próprio para voltar a apostar no blog de desporto do Webtuga. Para reanimar aquilo, sugeri ao cenourinha mudar o tema e implementar algumas novas funcionalidades. Essas funcionalidades, vão ser gradualmente colocadas visto que nem eu , nem ele temos tempo para tratar de uma só vez. Afinal, é o desporto e particularmente o futebol que o povo português vive. E é isso que temos que nos guiar e usar a Tugatrónica como exemplo, com paciência chega-se lá.

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Há dias em que a inspiração nunca está lá

Porque raio é que temos esta mania de ficar assim sem saber o que escrever? Chateio-me sempre quando fico com a minha cabeça completamente oca de ideias. Tenho 3 blogs para gerir e mais um fórum para cuidar e fico completamente às aranhas quando quero criar um novo artigo e fico longos minutos com ela em branco a tentar pensar o que comentar ou o que inovar.

Sem inspiração

(Neste momento, tive 15 minutos a tentar pensar no que mais escrever)

Existe tanta coisa para falar que, provavelmente isso também pode afectar a escolha de um tema. Vários assuntos, vários pontos de vista e também várias “tiradas” que merecem mesmo a pena comentar e, na altura da escrita, tantas dúvidas.

Vá lá que tive a tal inspiração quando aproveitei 45 minutos no trânsito parado, hoje a voltar da faculdade para escrever o prometido artigo para o Bruno Miguel sobre a minha experiência com o Linux 😉