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Desilusão

Sinto-me deprimido, cansado e chateado. Por onde que ande vejo só trabalho e mais trabalho. Sou uma pessoa muito ocupada e que tem dificuldade em gerir o tempo da melhor maneira. Já tentei muitas possíveis soluções mas o caminho é sempre o mesmo, acabo por voltar às velhas rotinas, o que prejudica em muito algumas opções que tomo.

Desilusão

Para além de mentir-me a mim próprio, desiludo os meus colegas. Foi uma das coisas que tanto critiquei a um colega que tive no meu primeiro de faculdade e agora, vejo-me a mim, a fazer a mesma coisa no meu último ano de faculdade. Não o faço por mal e talvez seja por força de vontade que não me esforce para mudar isso mas, não sei.

Não sei o que estou a viver e a sentir. Talvez seja pelo facto de estar quase a entrar na vida activa e ver a minha vida a mudar ou então, simples mariquices minhas. Já à muito tempo que penso em consultar um psicólogo para ver o que poderá ser mas, dinheiro para tal coisa não existe e a timidez em falar abertamente com uma pessoa fazem-me voltar atrás. Para além disso, não tenho aquele ombro amigo onde podemos desabafar tudo sem receio de ser alvo de gozo. Tenho bons amigos confesso, mas melhor amigo não tenho e isso é uma coisa que alguém deveria ter sempre ter. Apoio-me na música apenas.

Não sei o que fazer…

Desilusão

Encontrei um texto publicado pela professora Rita Alonso, onde a 1ª parte explica o que estou a passar:

“Vamos pela vida intercalando épocas de entusiasmo com épocas de desilusão.
De vez em quando andamos inchados como velas e caminhamos velozes pelo mar do mundo; noutras ocasiões – mais frequentes do que as outras – estamos murchos como folhas que o tempo engelhou.

Temos períodos dourados, em que caminhamos sobre nuvens e tudo nos parece maravilhoso, e outros – tão cinzentos! – em que talvez nos apetecesse adormecer e ficar assim durante o tempo necessário para que tudo voltasse a ser belo.

Acontece-nos a todos e constitui, sem dúvida, um sinal de imaturidade. Somos ainda crianças em muitos aspectos.

A verdade é que não temos razões para nos deixarmos levar demasiado por entusiasmos, pois já devíamos ter aprendido que não podem ser duradouros. A vida é que é, e não pode ser mais do que isso. Desejamos muito uma coisa, pensamos que se a alcançarmos obtemos uma espécie de céu, batemo-nos por ela com todas as forças. Mas quando, finalmente, obtemos o que tanto desejávamos, passamos por duas fases desconcertantes.

A primeira é um medo terrível de perder o que conquistamos: porque conhecemos o que aconteceu anteriormente a outras pessoas em situações semelhantes à nossa; porque existe a morte, a doença, o roubo…

A segunda fase chega com o tempo e não costuma demorar muito: sucede que aquilo que obtivemos perde – lentamente ou de um dia para o outro – o encanto. Gastou-se o dourado, esboroou-se o algodão das nuvens. Aquilo já não nos proporciona um paraíso. E é nesse momento que chega a desilusão, com todo o seu cortejo de possíveis consequências desagradáveis: podem passar-nos pela cabeça coisas como mudarmos de profissão, mudarmos de clube, trocarmos de automóvel ou de casa, divorciarmo-nos…”

One thought on “Desilusão

  1. escrevi um grande comment que se perdeu.. enfim, resumidamente gostei ate agr do blog e sinto exactamente o mm que descrevest.. mas amanha é smp um novo dia, e há que lutar sempre=)

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