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Uma promessa por cumprir

Uma promessa por cumprir

Cerca de mês e meio atrás, o Bruno Miguel, um dos bloggers responsáveis pela publicação de artigos no Webtuga, convidou-me a escrever um artigo a relatar a minha experiência com as distribuições de Linux.

Inicialmente, adiei por uns tempos a escrita do respectivo artigo por não me sentir preparado para falar de uma coisa que era (e ainda é) completamente nova para mim. Esse tempo passou e ainda cá estou eu a pensar no que deveria escrever.

Não é todos os dias que uma pessoa é convidada para falar noutro blog que não o seu, especialmente naquele onde supostamente deveria estar à vontade para falar. No entanto, não sou pessoa de faltar à palavra neste tipo de situações e vejoagora que sou parecido com o meu pai neste assunto. Quando pedem para fazer algum trabalho em especial dizemos que fazemos mas, esse dia parece que nunca chega. Não é por fugir aos nossos deveres mas sim, pela coisa do prometer uma coisa e passado várias semanas que aparecer lá já é vergonha.

Portanto, aviso o Bruno que não me esqueci e que simplesmente ando a tentar organizar a minha vida de modo a poder dedicar-me a projectos de faculdade até ao final do mês de Julho. Sendo que, estou nestes dias a resolver as chamadas pontas soltas. Já acabei com as séries de ficção científica (Firefly e Stargate Atlantis), o Sporting acabo no final desta semana, deixei de passar horas no YouTube e estou a passar a deitar-me mais cedo que antes de modo, a aproveitar as manhãs.

Ao mesmo tempo, estou a preparar uma espécie de calendário por onde me vou guiar até ao final deste longo período (inclusivé calendário alimentar e físico). A sério. Estou a querer mudar o meu modo de vida e espero começar este plano esta segunda-feira. De acordo com as minhas previsões, 4ª feira da próxima semana entrego o artigo ao Bruno.

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Olha o Hardy Heron fresquinho

Este vosso amigo (assim o espero) já conta com a mais recente versão do Ubuntu, o Hardy Heron instalada.

Hardy Heron

O upgrade decorreu sem problemas e está tudo nos trinques. Excepto os meus problemas do costume quando faço uma nova instalação/upgrade:

  • Sem som – Solução aqui
  • Títulos das janelas enormes – Solução aqui

Felizmente, os outros artigos acabaram por vir dar jeito novamente. Agora sim é que está tudo nos trinques. A primeira impressão que notei foi a rapidez com que acedi às aplicações instaladas (o firebox 3 beta 5 está simplesmente divinal). Vamos lá ver o que detecto mais…

Podia estar aqui a dizer o que tem de novo este novo Ubuntu mas o artigo do 070tiag0 do GlobPT tem a papinha toda explicada.

Se ainda não sabes o que é o Ubuntu, sugiro visitarem o site da Comunidade Ubuntu-PT.

Podem fazer o download do Ubuntu 8.04 Hardy Heron aqui.

Be free!

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Gutsy Gibbon: instalar placa de som da Intel (snd-hda-intel)

Som

Update: Funciona para os Ubuntus 8.04 Hardy Heron e 8.10 Intrepid Ibex também

Cheira a novo. Depois de uma nova instalação do Ubuntu tive o problema que normalmente tive antes:

  • Sem som no Ubuntu.
  • Som apenas com os auscultadores.

Desta vez, em vez de ir pedir ajuda como antigamente, resolvi pesquisar sozinho (e só mesmo se houvesse bronca é que recorreria a alguém).

Após algum tempo a pesquisar, encontrei a solução para o meu problema:

Hardware

  • Portátil: LG P1 5005P Express Dual
  • Áudio: Intel Corporation 82801G (ICH7 Family) High Definition Audio Controller (rev 02)

1. Abrir o terminal e escrever:

sudo gedit /etc/modprobe.d/alsa-base

2. Adicionar a linha seguinte no final do ficheiro:

options snd-hda-intel model=lg

3. Instalar novos módulos:

sudo apt-get install linux-backports-modules-generic

4. Verificar se ficou bem instalado (em itálico o que deverá aparecer):

lspci | grep -i audio

Audio device: Intel Corporation 82801G (ICH7 Family) High Definition Audio Controller (rev 02)

cat /proc/asound/card0/codec#* | grep Codec

Codec: Realtek ALC880

5. Reiniciar. Ao voltar ao Ubuntu voilá! Som 😉

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Linux ou Windows: esqueçam o dual boot

A primeira vez que ouvi falar de Linux foi logo quando me registei no Webtuga no longínquo ano de 2005. Desconhecia completamente que existia outros “sistemas operativos” para além do Windows. A princípio, pensei que para usar as distribuições era preciso saber muito sobre computadores em termos de hardware e software. Eu gosto de computadores mas não ao ponto de andar sempre em cima deles e querer descobrir as potencialidades que ela me poderia dar. Aprendo conforme vou precisando das coisas logo, posso me considerar ainda um grande newbie nesta área comparado com outros (hardware pouco sei, apenas por alto).

À cerca de um ano, pouco antes do lançamento do Ubuntu Feisty, lá decidi aventurar-me neste mundo. Como pensava que o 7.04 ainda era recente, instalei a versão anterior o Edgy. Tive os problemas do costume para um novato: a altura de definição das partições era sempre o problema, não conseguir voltar para o Windows (instalei como dual boot) mas lá consegui safar-me com ajuda e não tinha som. Rapidamente resolvi os meus problemas e mais tarde, aprendi a deserascar-me com a distro.

LinuxNunca tinha ouvido falar de uma linha de comandos (DOS para mim era desconhecido), sendo que a única vez que o usei foi para fazer o célebre “format c:” e aí nem sequer tinha associado que era isso a linha de comandos. Não tive a “liberdade” nem a curiosidade de saber mais sobre os computadores. A primeira coisa que logo gostei foi a facilidade em instalar coisas: sudo apt-get install …. e quando isso não dava, usar o Synaptic ou actualizar a lista de repositórios. Encontrei o software open-source que todos falavam (Gimp, OpenOffice, Gaim e por aí) e rapidamente aprendi a safar-me (em muito contribuiu o canal IRC do Ubuntu).

Mas, tal como deve ter acontecido com alguns, lá fui lentamente retornando ao Windows (actualmente estou à 2 semanas no XP). Não por uma questão de facilidade mas sim por hábito de jogo (quando se acaba uma novidade logo se perde o interesse) e estive cerca de 3 meses sem lá voltar. Com o lançamento do Gutsy tentei novamente ver e aguentei mais tempo mas, mais uma vez , voltando ao Windows (parece que sou toxicodependente lol).

Resolvi pouco depois deixar o Ubuntu e aventurar-me no Mandriva. 3 dias bastaram para nunca mais lá voltar (não tinha suporte para nada e tinha que estar sempre a instalar coisas – isso deve-se ao facto de ter adquirido a versão Free e não o One como o Bruno Miguel me disse hoje). Voltei para o Ubuntu 7.10 e este ano resolvi testar o OpenSuse. Com o OpenSuse veio também uma pequena curiosidade que não sabia; não há “apt-get”. Pesquisando na net rapidamente percebi que no Suse tinha o “zypper install” logo, distros diferentes, comandos diferentes. Mas, lá está, vou voltando ao Windows para jogar. E depois não tenho vontade de andar sempre a reiniciar o portátil para fazer outras coisas e voltar a reiniciar para jogar. É o problema de ter apenas um computador disponível para fazer tudo. Os meus pais não querem Linux no desktop (preferem o Windows por uma questão de usabilidade e porque não tenho vontade de ir lá de cada vez explicar à minha mãe a milionésima vez de como se vê e-mails) e as minhas irmãs também não querem saber disto.

Eu recomendo Linux. Recomendo o software open-source. Mas certifiquem-se que têm pelo menos 2 computadores para poderem testar. Lamento não passar mais tempo mas têm a minha promessa de que tentarei arranjar maneira de usá-la mais vezes.

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#1 – Messenger para Linux: Pidgin

Muitas pessoas vêm parar a este blog por um termo de pesquisa interessante: “messenger para Ubuntu”. Ora como a única coisa que falei sobre tais termos foi mesmo o artigo do Ubuntu Live Messenger, um artigo onde explicava como ter o tema do Ubuntu no Windows Live Messenger (WLM), no sistema operativo do Bill.

Ora como provavelmente pensaram que vieram bater à porta errada, vou explicar aqui vários programas (que eu pelo menos conheço e já usei) para poderem escolher o vosso cliente de mensagens instantâneas (Instant Messaging – IM) quanto ao vosso gosto. Hoje falo-vos do Pidgin.

Para o pessoal que não sabe, este é o cliente que vem instalado por defeito para aqueles que utilizam o GNOME como desktop manager. Trata-se de um programa multiplataforma, existindo também para Windows. A sua grande característica é mesmo a possiblidade de ligar várias redes de IM: (MSN, ICQ, Gtalk, IRC, AIM, Yahoo, Jabber/XMPP, Bonjour, Gadu-Gadu, Novell GroupWise Messenger, Zephyr, QQ, Lotus Sametime, SILC, SIMPLE) sendo um programa ideal para aqueles que simplesmente não querem/apreciam determinado cliente e conseguem juntar tudo num só.

Pidgin

Para além disso, conta também com as ferramentas do costume: smilies (embora ainda não seja possível adicionar smilies personalizados), avatares, janelas agrupadas, registo de conversas, alertas de som, estados do contacto, enviar/receber ficheiros e inclui ainda a possibilidade de instalar plugins para melhorarmos o aspecto visual e o desempenho ao nosso gosto.

Só falta mesmo para o Pidgin o suporte a áudio e vídeo. Para o pessoal que gosta de jogar aqueles jogos do WLM, podem esquecer que este não inclui jogos (isto é para conversas, não para andar a jogar). O site oficial conta com muita boa organização de conteúdos, bastante intuitiva e simples ao nível da navegação pelo site.

Plataformas: Windows e GNU/Linux | Site oficial | Download

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