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Semana decisiva

Tenho andado muito pensativo ultimamente. E quando assim é, tudo o que oiço, vejo ou toco encontro um padrão, uma razão de ser ou lógica… por vezes até onde não existe. É triste ter que admitir não saber que rumo tomar, o que se deve fazer ou até mesmo o quê desta vida.

Numa semana após umas mini-férias onde pude esfriar a cabeça e ter tempo para mim chegou a “semana decisiva” que já tenho ansiado à meses e que vai ditar muita coisa de hoje em diante. Embora haja ainda muitas indecisões espero ter tomado a decisão certa. No final da semana veremos.

UPDATE: Correu melhor do que eu pensava e já saiu o peso enorme nas costas que tinha. Agora é fazer o planeado 🙂

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Pensamentos soltos

São 5 da manhã. Chove lá fora. Não consigo dormir. Muito possivelmente devido à consciência pesada que tenho. Sinto-me só. Sinto-me acabado. Sinto-me em baixo. Sinto-me infeliz. É assim todas as noites quando me deito na cama e começo a pensar na vida que levo.

Digo sempre para o meu íntimo que tenho que mudar esta rotina. Mas, entre o dizer e o agir o caminho é muito longo. “Basta” é uma palavra que uso muito. No entanto, não a aplico. Porquê? – pergunto eu – Porquê? Será a minha vida assim tão miserável? Não obstante o facto de ter amigos e não ter aquele melhor amigo que nos é capaz de aconselhar? Não obstante o facto de conhecer excelentes pessoas, neste mundo que é a Internet e pensar que eles devem ter melhor vida que a minha? Não obstante o facto da minha preguiça ser maior que a minha vontade e o querer de mudar as coisas? Não obstante o facto de fazer promessas e acabar por mentir a mim próprio?

solidão

Este caminho que tomo, não é a melhor. Vivo isolado socialmente e restrito a um pequeno monitor capaz de trazer as maiores distracções e que, não planeadas devidamente, gastam aquelas horas do dia onde se podia estar a aproveitar o momento para fazer aquele trabalho para a faculdade que, certamente apenas será feito no dia anterior à aula (sendo que esse trabalho exige alguma pesquisa e dedicação da minha parte); aquela reparação à fonte de alimentação que entretanto se avariou; aquela limpeza às gavetas da secretária que acumularam papel; aquela saída de casa para fazer um pouco de exercício físico; aquele favor que o pai pediu para fazer; mais isto e aquilo e…. tanta coisa para fazer e tanto tempo livre para fazer essas tarefas mas que corpo e mente não deixam.

Os meus pais sempre me consideraram como um prodígio. Uma pessoa inteligente e capaz de resolver todos os problemas. Dizem que estando no curso onde estou, que vou ganhar bem e que vou levar uma boa vida. Mas, todos sabemos que os pais querem sempre o melhor para os filhos. Vivem com essa ilusão e lamento mesmo não conseguir corresponder às expectativas deles. Talvez seja deles, o facto de estar assim. Saber que vou ter uma boa vida e que basta esperar que ela me caia do céu. Não posso culpar os meus pais pelos meus actos. Sei que é somente por culpa minha que estou neste estado. Eles bem tentam avisar mas eu nem os ouço.

Tenho problemas. Todos nós temos problemas. Tenho defeitos. Todos nós temos defeitos. Infelizmente, creio que tenho os piores. Dos 7 pecados mortais tenho certamente a gula, preguiça, inveja, vaidade e a ira. Todas elas resumem basicamente o meu modo de vida. Tenho ainda problemas de excesso de peso (bem quero tratar mas vontade nunca há) o que ainda mais joga contra mim.

São 5 e 50 da manhã. Parou de chover. Vou tentar dormir. Sinto-me só. Sinto-me acabado. Sinto-me em baixo. Sinto-me infeliz…