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Porreiro pa!

Hoje foi um marco na vida política nacional. Quando forem “abertas” as verdadeiras contas do Estado, sem as mentiras de T. dos Santos (com o TGV, parcerias público privadas, BPN, etc.), vamos ver como Sócrates ARRASOU o Estado.

Podem até achar que as alternativas não são lá muito boas, mas qualquer um que tenha um mínimo de inteligencia, não pode defender um Governo que FALIU o PAÍS e comprometeu os próximos 20 ANOS!

E como estou hoje numa de citar Eça de Queiroz:

“… É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e por corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?” (Eça de Queiroz, 1867 in “O distrito de Évora”)

A única crítica é a gargalhada! Nós bem o sabemos: a gargalhada nem é um raciocínio, nem um sentimento; não cria nada, destrói tudo, não responde por coisa alguma. E no entanto é o único comentário do mundo político em Portugal. Um Governo decreta? gargalhada. Reprime? gargalhada. Cai? gargalhada. E sempre esta política, liberal ou opressiva, terá em redor dela, sobre ela, envolvendo-a como a palpitação de asas de uma ave monstruosa, sempre, perpetuamente, vibrante, e cruel – a gargalhada! Política querida, sê o que quiseres, toma todas as atitudes, pensa, ensina, discute, oprime – nós riremos. A tua atmosfera é de chalaça.” (Eça de Queiroz, 1890, in ‘Uma Campanha Alegre’)